António Coito, na qualidade de porta-voz da comissão de moradores da urbanização da Quinta do Pinheiro Manso, foi à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha ler uma carta envida à Câmara em Julho de 2007 e na qual reclamava melhor limpeza do empreendimento, o que até agora ainda não aconteceu.
“Os espaços verdes encontram-se em total estado de abandono, sem qualquer cuidado, apresentando vegetação já com mais de 1,20 metros de altura, tapando a visibilidade para a estrada. O parque infantil está também bastante degradado e abandonado, apresentando vários aparelhos com partes partidas. No parque encontram-se frequentemente restos de material das obras, provavelmente deixado pelas construtoras, constituindo também um perigo para as crianças que frequentam o parque”, manifestou.
António Coito declarou que “a construtora Urbiourém mantém, em cima do passeio, junto a um dos prédios, um stand de vendas em madeira, que obriga os peões a circularem mais de 50 metros pela estrada, pois corta completamente a passagem pelo passeio”.
Os vários lotes de terrenos “encontram-se a servir de autênticas lixeiras de restos de materiais de construção e lixo”.
“Toda a urbanização tem uma falta quase total de sinalética vertical e horizontal, não existindo uma única passagem de peões em toda a urbanização, e do lado Este caiu o muro que separa a urbanização da propriedade seguinte e é uma porta de entrada para animais rastejantes”, concluiu.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo Onofre, Abílio Camacho, pôs-se do lado dos moradores e culpou os fiscais da Câmara. “Já pedi para os fiscais estarem em cima dos empreiteiros que fazem as obras. O loteamento ainda não está entregue à Câmara, mas há um erro porque se dá a licença de habitabilidade às pessoas”, denunciou.
Jorge Sobral, do PS, comentou que “há abusos das pessoas que constroem porque deixam tudo para trás”.
O socialista Mário Pacheco declarou que “a autarquia também responsabilidades porque fica sempre uma garantia bancária, que deve ser accionada para que não se chegue a ter uma degradação da urbanização”.
António Barros, da bancada da CDU, alertou que moradores noutras zonas já foram à Assembleia Municipal expor problemas que ainda não resolvidos. “Foi denunciada uma situação no Largo do Colégio Militar há vários meses e ainda lá está montado o estaleiro em plena via pública. Os construtores nas Caldas cortam a estrada quando querem e lhes apetece, invadem os jardins e o vandalismo nos parques infantis persiste”.
O assunto ia ser analisado na reunião de Câmara da passada segunda-feira. A vereadora Maria da Conceição explicou que “ foi pedido ao vereador Hugo Oliveira para dialogar com os investidores para reporem os equipamentos e tratarem as zonas verdes. Se esta conversa não tiver desenvolvimentos passaremos para uma acção mais drástica, porque as pessoas têm razão em reclamar para uma urbanização que se quer com qualidade”..
Hugo Oliveira revelou ao JORNAL DAS CALDAS que “os responsáveis têm todo o interesse em arranjar o loteamento”, adiantando que está marcado um encontro com eles na manhã de hoje, 5 de Março.
Carlos Barroso
Legendas:
1 – Vegetação em cima do passeio e entre casas


3 comentários até ao momento ↓
1 Anabela // Ago 20, 2008 at 7:22 pm
Passado um ano continua tudo na mesma a mesma selva!
2 Anabela // Set 4, 2010 at 11:31 am
Os funcionarios da camara passam por ca as vezes pouco fazem os lotes terrenos continuam a mesma selva os senhores fiscais aonde andam
3 José Luis // Set 17, 2010 at 10:05 pm
Eu tenho ai dois lotes de gaveto a venda, quem tiver interessado basta contactar-me
aventeira69@hotmail.com , mas digo um pouco mais, esse loteamento está muito bem localisado
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