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Divisão de Honra da A.F. Leiria

Março 4th, 2008 · Sem Comentários

Peniche,  2 - Nazarenos, 0

Subida à vista

Peniche
João Miguel; Ferreira, Laranja, Silvestre e Emanuel; Paulinho (Rui João, aos 74m), Paulo Neves e Vasco; Márcio (Baba, aos 85m), Ruben e Silva (Marinho, aos 68m).
Suplentes não utilizados: Hélio, Magnuson, Diogo e Vando.
Treinador: Bastos Lopes
Nazarenos
João Carlos; Vidinha, Hilário, Álvaro e Rui Codinha; Fabinho, Cláudio Mafra e Mendes (Tiago Viana, aos 82m); Nuno Robalo, Cristiano (Zezinho, aos 74m) e Pedro Morais (Hugo, aos 82m).
Suplentes não utilizados: Pistolas, Nelson Dias, Ivo e Emanuel.
Treinador: Joaquim Trindade
Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: João Mendes, de Leiria
Assistentes:  Pedro Neves e Marco Silva
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: 1-0 por Márcio, aos 32m; 2-0 por Laranja, aos 78m.
Acção disciplinar: amarelos para Paulo Neves (21m), Ruben (23m), Hilário (32m) e Mendes (63m).                                 

No encontro mais aguardado desta jornada, a equipa de Bastos Lopes mostrou capacidade e vontade para atingir o primeiro e principal objectivo: vencer. E o objectivo bem se justificava, pois com esta vitória a subida ficou muito mais próxima e é caso para dizer que podem estender a passadeira que o líder quer passar.
Num jogo disputado sobre forte intempérie e num relvado que, com o decorrer do tempo, foi ficando muito escorregadio, os três pontos sorriram aos locais com todo o mérito, com a equipa a mostrar capacidade e vontade para superar qualquer dificuldade. Durante os 90 minutos, o Nazarenos esteve aquém de produzir uma exibição consistente, enquanto que a turma da casa apresentou um belo futebol, tapou bem os caminhos para a sua baliza e polvilhou tudo com dois golos.
Os locais entraram bem na partida, dominando a toda a largura do terreno revelando atitude, capacidade física e sobretudo alma e futebol. Minuto 8, é Márcio que recebe de Ruben, foge aos centrais mas remata ao lado e, ao minuto 10, é Vasco que vê os centrais negarem-lhe um golo que parecia certo. Uma entrada dominadora que baralhou os visitantes que só aos 14 minutos chegam à área de João Miguel, num livre de fraca execução.
Era uma fase mais equilibrada e com melhor reacção forasteira, embora tímida e desajeitada, e nem o lance mais perigoso ao minuto 31 conseguiram quebrar a tarde tranquila de João Miguel. O cruzamento da direita era bom mas Nuno Robalo cabeceou muito mal. E, dois minutos depois, o inevitável Márcio abriria o activo. Excelente jogada de entendimento entre Ferreira e Vasco, o toque precioso do capitão para o goleador atirar de primeira, sem hipótese para João Carlos. Era o corolário lógico do maior domínio da equipa de Bastos Lopes.
Os visitantes reentraram dispostos a alterar o rumo dos acontecimentos e, bem cedo, dão o mote ao desperdiçarem soberana oportunidade aos 46 minutos. O remate de Pedro Morais é forte mas sai ligeiramente ao lado. Parecia que os visitantes iriam obrigar o Peniche a recuar, mas tal não passou de meras intenções e não durou mais de cinco minutos e sem ocasiões de golo flagrantes. Ao contrário, seria o Peniche a reassumir o comando da partida, sendo mesmo uma equipa mais forte que na 1ª parte, libertando-se mais no terreno, ganhando confiança e procurando outro golo. O Nazarenos não conseguia responder e num instante perdeu todas as esperanças de sair de Peniche com um resultado positivo.
Estávamos à passagem do minuto 68, quando Laranja cabeceia para o 2-0, após a marcação de um canto. E se as coisas já estavam difíceis, a partir daí o campo inclinou por definitivo, com o Peniche a controlar totalmente a partida. O resultado do encontro espelha o futebol apresentado por ambos. Os visitantes, com momentos de boa reacção, foram incapazes de contrariar um Peniche que se apresentou forte e a mostrar todo o perfume do seu futebol, consciente que a passadeira estará agora estendida rumo à subida de divisão.
Arbitragem segura tecnicamente, mas pouco criteriosa disciplinarmente.

José Monteiro

Tags: Desporto

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