Caldas da Rainha, Óbidos, Alfeizerão, São Martinho do Porto, Benedita, Bombarral, Peniche e Cadaval

Administração: Maria Suzete O.N.D. Costa | Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

Colectividade que ser uma IPSS

Março 4th, 2008 · Sem Comentários

União de Beneficência do Campo festejou 100 anos de existência

A União Beneficência do Campo (UBC) comemorou cem anos de vida, com um almoço convívio no dia 17 e no dia 24 com a celebração de uma missa, no salão da localidade, seguida de uma romagem ao cemitério, onde foram homenageados os sócios falecidos. No dia da fundação da colectividade – 19 de Fevereiro - foram lançados cem balões e houve lugar a uma alvorada com cem foguetes.António Fernando, presidente da UBC há já 36 anos, reportou com orgulho que “no concelho, e mesmo no País, não há muitas associações a comemorar cem anos de existência”, adiantando que a sua saída até já estava planeada, mas com a chegada dos cem anos decidiu fazer mais um mandato para comemorar com “pompa e circunstância” esta data tão importante para a UBC.O presidente contou um pouco da história da associação, sublinhando as ideias visionárias dos fundadores. “A União começou em 1908 e os fundadores foram visionários, porque nessa altura eles ofereciam o que veio oferecer depois a Segurança Social, nomeadamente a assistência médica, e davam um subsídio às famílias pobres que tinham pessoas doentes que não podiam trabalhar. Em 1911 alugaram uma casa e pagaram a dois professores para os miúdos terem aqui aulas e não tivessem que se deslocar para Tornada e para Caldas. Conseguiram fazer o cemitério, o apeadeiro e mais tarde a escola, e ao contrário do que se possa pensar, a fundação da UBC não se cingia apenas ao pagamento do funeral”, relatou.Segundo António Fernando, quando a Segurança Social apareceu, “as pessoas começaram a afastar-se, mas a União manteve-se por carolice, as pessoas sabiam que existia, mas não sabiam o que era”, explanou, acrescentando que “em 2003 legalizámos a União e renovámos os estatutos, que eram os mesmos desde 1908”Com cem anos de existência, a UBC pretende continuar activa, mantendo os princípios iniciais da sua fundação. “Vamos tentar que isto não acabe”, disse o presidente da colectividade, apontando que “fizemos um centro de convívio em parceria com a Associação de Cultura e Recreio do Campo (ACRC) e temos o objectivo de fazer mais coisas. Temos um terreno junto ao cemitério, que nos custou 12500 euros, mas estamos com dificuldade para fazer a escritura, e já fomos a Leiria há dois anos ter uma reunião, tendo ficado os Estatutos para uma jurista os ler e aprovar, mas apesar de serem só três páginas ainda não deu nenhum parecer para que seja IPSS, portanto, as coisas estão difíceis, contudo, não vamos desistir”.António Fernando referiu que “há quatro anos fizemos um recenseamento porta a porta e apurámos que metade da população tem mais de 65 anos, e precisa de um apoio, porque hoje em dia os filhos não podem deixar a sua vida para tomar conta dos pais”. A criação do centro convívio, em conjunto a ACRC, foi algo que despertou a atenção da população mais nova para a existência da UBC, o que tem dado frutos. “Vieram para o centro pessoas que tinham pouca mobilidade e que agora se mexem melhor, temos várias actividades e é bom porque é uma distracção que têm, em vez de estarem parados em casa a pensar nas doenças”, fez notar António Fernando.O presidente da UBC salientou, igualmente, que “o Centro não mexe nos dinheiros dos sócios, os idosos pagam 12,50 euros de mensalidade que não chegam para tudo, mas tentamos angariar receitas com a venda de chouriços e outras iniciativas que fazemos com a ACRC, mais o subsídio da Junta e da Câmara Municipal” Ana Norte  1 – António Fernando preside UBC há 36 anos 

2- Almoço convívio

Tags: Sociedade

0 comentários até ao momento ↓

  • Ainda não existem comentários a esta notícia, por favor deixe-nos o seu comentário!

Comente esta notícia