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Desporto, Óbidos
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Carro luxuoso de Raul Meireles foi atracção no estágio da selecção em Óbidos

07-09-2011 |

Carro luxuoso de Raul Meireles foi atracção no estágio da selecção em Óbidos
Carro luxuoso de Raul Meireles foi atracção no estágio da selecção em Óbidos
Um carro “musculado”, de valor difícil de apurar por se desconhecerem modificações feitas e taxas aplicadas, atraiu as atenções no estágio da selecção portuguesa em Óbidos, na semana passada. O Dodge Challenger SRT-8, de cor cinza fosco, pertencia ao médio do ainda então jogador do Liverpool, Raul Meireles, e foi nele que chegou até ao hotel onde o grupo permaneceu três dias. Estacionado à entrada da unidade hoteleira, em zona reservada, o veículo estava bem visível e por isso concentrou as atenções dos hóspedes, que não se pouparam em tirar fotografias junto à viatura, cujas dimensões não passaram despercebidas. Raul Meireles também não se coibiu de ir mostrar a sua nova aquisição a alguns dos jogadores da selecção. Logo no primeiro dia, depois do almoço, levou Danny e Ruben Micael a conhecer o habitáculo interior, com cinco lugares. Os ingleses apontam que o Liverpool tem um historial de jogadores com carros fora-de-série – não necessariamente acima do topo de gama mas que se distinguem pela sua aparência. A colecção do capitão Steven Gerrard inclui um Porsche 911 Turbo, Mercedes SLK, Aston Martin Vanquish, Bentley Continental GTC e um Range Rover Sport HSE. O seu colega Jamie Carragher tem gostos semelhantes: Range Rover Sport 4.4 V8 HSE. O guardião Pepe Reina ostenta um Porsche 911 Turbo. A escolha do avançado Dirk Kuyt e do médio defensivo Lucas Leiva foi um Audi Q7. Djimi Traoré, actualmente no Mónaco, exibia em Inglaterra um Hummber e um BMW 3 Series. E não só os jogadores. O ex-treinador Rafael Benítez orgulhava-se há uns anos do seu Mini Cooper creme com tejadilho. O imponente Dodge do internacional português foi apontado como um dos mais atractivos pertencentes a jogadores da Liga Inglesa. Referenciado como tendo um motor V8 potente capaz de chegar aos 100 km/h em cinco segundos, o modelo, pouco económico, recupera um ícone norte-americano dificilmente comercializável fora do mercado dos Estados Unidos, já que exibe um estilo "ianque" e militar, a lembrar os carros blindados. Os típicos faróis duplos, jantes supremas, pára-lamas bojudos e vidros escurecidos reforçam o design robusto, tendo no seu interior sistema de navegação GPS, computador de bordo, viva-voz Bluetooth e tela LCD. Aponta-se que a nova aquisição de Raul Meireles deu também início a um novo ciclo na sua vida: O jogador mudou de penteado, apresentando-se com um ‘look’ mais radical no estágio da selecção, e, para além disso, e mais importante, no último dia do estágio veio a saber-se que iria assinar um contrato com o Chelsea, por quatro temporadas. O passe de Raul Meireles terá sido comprado pelo Chelsea por 13,5 milhões de euros.   Abandono de Ricardo Carvalho estraga último dia   Ricardo Carvalho foi o último jogador a chegar ao estágio, cerca de 50 minutos após a hora limite, no dia 29 de Agosto. Seria também o primeiro a sair, abandonando de forma intempestiva o Hotel Marriot, após o último treino, no dia 31 de Agosto, e a poucas horas da partida para o Chipre, em jogo do Grupo H de qualificação para o Euro2012. Chegou acompanhado de Fábio Coentrão e foi no carro deste seu colega no Real Madrid – um Mercedes E350 CDI - que se foi embora, pouco depois do meio-dia de quarta-feira. De manhã, à entrada para o último treino, até se mostrou brincalhão, pelo que se viu nos quinze minutos abertos à comunicação social. O que se passou depois, só os jogadores e equipa técnica sabem. Enquanto se aguardava pela chegada de Cristiano Ronaldo para a conferência de imprensa, no átrio do hotel, Ricardo Carvalho saiu por uma porta lateral, seguido por Danny, que o terá tentado demover do abandono. A cena passou quase despercebida na altura. O JORNAL DAS CALDAS ainda tirou uma fotografia de Ricardo Carvalho dentro do carro de Coentrão. A confirmação de que havia algo de anormal chegaria hora e meia depois, quando a Federação Portuguesa de Futebol colocava no seu sítio na Internet a informação de que “o jogador internacional português, Ricardo Carvalho, ausentou-se do estágio da Selecção Nacional por iniciativa própria e sem comunicar essa ausência à Direcção da Federação Portuguesa de Futebol ou ao Seleccionador Nacional. Como tal, não viajará com a restante comitiva para Nicósia [Chipre]”. Ao final da tarde, Ricardo Carvalho renunciaria à selecção portuguesa de futebol, afirmando ter-se sentido "desrespeitado e ferido" na sua dignidade. "Sinto-me em plena forma física e também mental, como o tem demonstrado a minha prestação no meu clube e na selecção. Se me fazem sentir a mais e não mo dizem, a única possibilidade é a saída", afirmou o defesa do Real Madrid, em comunicado enviado à agência Lusa. "Tendo cumprido 75 internacionalizações e sido profundamente dedicado à defesa do bom-nome da equipa das 'quinas', nunca antes me senti tão desrespeitado e ferido na minha dignidade. Entre os meus pares, sou apenas mais um atleta. No entanto, mereço também, como os outros, consideração e respeito", sublinhou Ricardo Carvalho. O defesa acrescentou ter sempre defendido que uma equipa se faz de "companheirismo, de união e de abnegação por uma causa maior". "Não tencionava terminar o meu percurso desta forma mas faço-o consciente e convicto de que honrei sempre o meu país", frisou Ricardo Carvalho, no mesmo comunicado, concluindo com um "muito obrigado a todos os portugueses". O defesa-central não gostou de perceber que seria suplente em Nicósia em detrimento de Pepe, que não realizara todos os treinos em Óbidos. Coincidência ou não, na última conferência de imprensa em Óbidos, minutos após o incidente, mas sem que fosse questionado sobre o assunto por ainda nenhum jornalista saber o que se tinha passado, o capitão Cristiano Ronaldo assegurava que ninguém tinha “lugar cativo” na selecção. Já no Chipre, o seleccionador Paulo Bento afirmou que Ricardo Carvalho, após o último treino, “desertou”. “Não houve conversa nenhuma. Treinou e foi à sua vida, deixou-nos com 22 jogadores", referiu. O técnico rejeitou a possibilidade de Ricardo Carvalho regressar à selecção portuguesa: "Enquanto eu for seleccionador não faz sentido, a porta está fechada". "Ele perspectivou, por aquilo que foram os treinos, que não iria ser titular", observou Paulo Bento, defendendo que "o profissionalismo mede-se em todos os sítios onde se trabalha, seja no clube, seja na selecção e o sentimento até deve ser um pouco diferente quando se representa uma selecção". "Merece o nosso respeito e admiração pelo seu passado desportivo, mas repudiamos o que é um virar de costas ao país, à selecção e aos colegas", frisou Paulo Bento. Em entrevista exclusiva à RTP, Ricardo Carvalho comentou o facto do seleccionador Paulo Bento lhe ter chamado “desertor”. “É muito forte. É uma linguagem militar chamar-me desertor. Com a mesma linguagem eu podia chamá-lo de mercenário. Quando se vai para a guerra a troco de dinheiro, e não se vai por paixão e amor ao país, é-se mercenário. Eu estou na selecção por amor e paixão. O seleccionador está na selecção porque lhe pagam para ser seleccionador”, sublinhou. “Tinha-me treinado bem e senti que era uma injustiça. O meu colega não tinha feito todos os treinos e entrou directamente para o trabalho táctico. Não é nada contra o Pepe, com quem já joguei muitas vezes, mas contra o seleccionador”, explica o jogador. Apesar de tudo, Ricardo Carvalho mostrou-se aberto a um regresso futuro à equipa das quinas. “Um dia mais tarde, se quiserem contar comigo, ou se acharem que eu posso vir a ser útil, é só chamarem, que eu estou disponível”, assegurou. O aparente bom ambiente no grupo de trabalho ficava assim quebrado. Mas “rivalidade” mesmo só na altura dos autógrafos e fotografias com os adeptos, muitos dos quais estrangeiros. O seleccionador Paulo Bento ‘rivalizou’ com o guarda-redes Rui Patrício. Foram os mais disponíveis, apesar de Cristiano Ronaldo ter sido o mais solicitado. Os adeptos foram uma constante presença ao longo do estágio da selecção. No único treino aberto estiveram 500 pessoas. Numa das sessões fechadas, a GNR teve de afastar os mirones de um monte em que se avistava o campo.   Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)    
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