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Economia, Óbidos
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Várzea da Rainha Impressores inaugurou novas instalações em Óbidos

As novas instalações da empresa Várzea da Rainha impressores, SA (VRI) em Óbidos, na Zona Industrial das Gaeiras foram inauguradas, no passado dia 25 de Julho com a presença do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.

02-08-2012 | Marlene Sousa

A fundadora da empresa Várzea da rainha Impressores,  Zita Seabra e  o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas
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A fundadora da empresa Várzea da rainha Impressores, Zita Seabra e o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas
Foi com muito orgulho que a fundadora da empresa, a editora, Zita Sabra recebeu os convidados. No seu discurso contou que a ideia de criar a empresa nasceu numa Feira do Livro de Frankfurt quando percebeu que era uma profissional de um negócio em extinção. “Apercebi-me que os livros já nunca iriam ser o que eram e era preciso fazer alterações para ir ao encontro do futuro”, disse, a empresária, que entrou no desafio da tecnologia digital. “No passado fim de fui à Praia D'El Rey e estavam várias inglesas com o seu kindle na mão a lerem o seu livro digital”, contou, Zita Seabra referindo que os livros em papel tem os eus dias contados. “Várzea da Rainha surgiu com o conceito que era preciso fazer um salto na produção, deixar de fazer tiragens enormes de livros em papel que se acumulam em armazéns e por isso lançámos esta aventura que só foi possível porque há o QREN”, explicou a empresária que tem 11 empregados e todos estavam no fundo desemprego. “É muito importante que os apoios comunitários sejam direcionados às empresas com capacidade de investir e que criem e mantenham os postos de trabalho”, adiantou a editora.
A empresária revelou ainda que à volta da Várzea da Rainha surgiu uma serie de empresas de jovens que do ponto de vista tecnológico são “o melhor que há”. “Mais do que parcerias temos que divulgar o seu trabalho”, apontou, Zita Seabra.
A empresária elogiou a banca com quem trabalhou e atacou a burocracia do Estado. Pediu ao secretário de Estado que acabasse com a obrigatoriedade dos carimbos que não servem para nada. “Nós temos razão de queixa da administração pública, em vez de nos facilitarem dão a ideia de que nos estão a fiscalizar”, referiu esta responsável.
Depois de uma visita às instalações da empresa na área da impressão, o secretário de Estado elogiou publicamente a fundadora da Várzea da Rainha. “Admiro muito a mulher que é Zita Seabra. “O seu livro “Foi Assim”, foi a obra que me mais marcou por razões familiares, histórias da minha própria região que é o Alentejo”, disse, Carlos Moedas.
O governante elogiou ainda o “empenho” e o “espírito empreendedor” da empresária destacando não só a importância da inovação tecnológica da empresa mas também a inovação de processo que veio revolucionar o mercado de impressão. “VRI permite que os autores hoje possam publicar um único livro para testar o mercado, o que não acontecia porque tinham que imprimir determinadas quantidades”, apontou, o secretário de Estado. Segundo Carlos Moeda, “a Europa tem que se diferenciar para vender produtos melhores e que esses produtos façam realmente sonhar as pessoas e que as levem a um outro patamar”.
O secretário de Estado disse que o país precisa de empresas inovadoras que “nos levem a mais produtividade” mas para que isso aconteça concordou com Zita Seabra revelando que é necessário que o “Governo e a administração pública não atrapalhem”. “Aí vem o trabalho todo que nós estamos a fazer no que diz respeito à reforma estrutural do nosso país que passa por baixar as barreiras daquilo que é hoje uma dificuldade para muitos empresários”, sublinhou o governante.
Influenciado por uma recente visita aos EUA, o presidente da Câmara de Óbidos disse que o hábito de pedirmos tudo ao Estado tem que mudar. “Estamos fazer uma transição e era importante que os empresários conseguissem construir uma capacidade de vencer na Economia não pedindo apoio ao Estado em determinadas questões e é necessário que a Administração Pública não atrapalhe as empresas”, disse, Telmo Faria. Divulgou que estão já há algum tempo a atrair a classe criativa para Óbidos referindo que é na conjuntura de crise que “temos que crescer”.
Presente na inauguração esteve o representante da Xerox que é parceiro da VRI desde 2009. Agradeceu a confiança que a empresa depositou na “tecnologia da Xerox e na capacidade que nós temos de implementar soluções no sentido de ajudar projetos inovadores”.

Com a mais avançada tecnologia do mercado

Várzea da Rainha Impressoras nasceu em 2010 e começou a trabalhar numas instalações provisórias (armazém da fruta) junto à Vila de Óbidos. O objetivo era a empresa instalar-se no Parque Tecnológico de Óbidos, mas a empresária optou por poupar nas instalações e adquiriu um edifício de uma empresa que fechou na Zona Industrial da Ponte Seca. “Quando pensei ir para o Parque Tecnológico a crise não era tão grave como agora. A empresa cresceu e achamos que era mais importante desviar o investimento para novas máquinas ou seja, decidimos investir o mínimo possível nas instalações e o máximo possível nas máquinas”, explicou, Zita Seabra, acrescentando que “têm a máquina da última tecnologia da Xerox que já faz verniz localizado no momento e vamos ter a primeira máquina de cozer digital”.
O Investimento total foi de um milhão e meio de euros com o equipamento.
A Várzea da Rainha Impressores SA, é uma empresa de impressão a pedido com um conceito revolucionário de impressão digital que veio tornar possível a encomenda de qualquer tipo de impressão – livros, folhetos, revistas, posters, cartões-de-visita, ou postais em pequenas tiragens a preços reduzidos e com grande rapidez de resposta.
Com a mais avançada tecnologia do mercado, a VRI dispõe do mais completo parque de máquinas Xerox, recentemente atualizada com a aquisição do equipamento Colour 1000 Presses que veio introduzir de modo inovador o toner transparente. Esta quinta cor aumenta não só a capacidade de impressão como permite localizar brilho em imagens e textos, abrindo uma vasta leque de oportunidades criativas, com uma finalização idêntica à do offset e com um consumo de energia muito inferior.
Segundo Zita Seabra, a empresa é contra o desperdício. “Precisam de fazer um cartão de visita, imprimam só 200 cartões e não 2000, porque depois muda o telemóvel ou a morada e vai para o lixo, aquilo que veio de árvores”, sublinhou a empresária. “É importante fazer a tiragem do que necessitam, e se esgotar mandem-nos um e-mail que nós imprimimos mais de imediato, e enviamos no próprio dia”, adiantou.
A VRI conta já com uma carteira de clientes muito diversificada, entre particulares, empresas e instituições públicas. Segundo Zita Seabra, têm muitos pedidos de impressão de cartões de visita e de flyers para empresas. Também imprimem muitos livros de autor, e vendem-nos online. O que está a ter algum sucesso nesta empresa e que serve como uma prenda personalizada é a impressão de álbuns de fotografias e pequenos livros de receitas da avó ou de poemas de um familiar.

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