Login  Recuperar
Password
  Domingo, 20 de Abril de 2014
Estão utilizadores online Existem actualmente entidades no directório

Pode fazer o registo (grátis) do seu mail pessoal/ profissional e ter acesso privado, password e serviços personalizados, nos sites e redes sociais dos jornais. Terá uma assinatura digital de Grupo (gratuita), mas personalizada. Pretende registar-se?

Registar-se com o seu email pessoal/ profissional

(aguarde 5)
Siga a nossa página Google Plus Siga a nossa página Facebook Siga-nos no Twitter Siga-nos no Picasa Siga-nos no YouTube Dispositivos móveis Assine a edição impressa
Regional, Ocorrências
Imprimir em PDF    Imprimir    Enviar por email   Diminuir fonte   Aumentar fonte

Peniche

Marinha recupera restos mortais de mergulhador encontrado em barco afundado

Uma equipa de mergulhadores da Marinha Portuguesa recuperou, no dia 17 de maio, o corpo de um mergulhador, detetado a 48,6 metros de profundidade, a quatro milhas ao largo de Peniche, junto aos destroços do “SS Dago” (navio inglês afundado por um avião alemão em 1942, durante a II Guerra Mundial).

30-05-2012 | Francisco Gomes

Mergulhadores da Marinha resgataram os restos mortais
[+] Fotos
Mergulhadores da Marinha resgataram os restos mortais
As operações tiveram início após o alerta dado por um mergulhador técnico, no passado dia 13. Na missão de resgate estiveram envolvidos a lancha de desembarque grande NRP Bacamarte e uma equipa de nove mergulhadores sapadores da Marinha, auxiliados por um ROV (Remoted Operated Vehicle - veículo subaquático de controlo remoto) e com o apoio de uma câmara hiperbárica (utilizada por mergulhadores nos trabalhos que exigem longos períodos de imersão a grandes profundidades, permitindo retornar à superfície seguindo os procedimentos constantes na "Tabela de Descompressão" a fim de reequilibrar o corpo à pressão normal da atmosfera e evitar uma embolia gasosa), operada por dois técnicos de medicina hiperbárica.
Segundo a Marinha, as operações decorreram ao longo de três dias, tratando-se de uma ação “delicada” devido à “profundidade de mergulho, dificultada pelas condições no local e pelo facto do corpo se encontrar preso à estrutura do navio afundado”.
Existe a possibilidade do corpo pertencer a Nuno Leal, mergulhador de 30 anos, de Marinha da Guia, Pombal, desaparecido naquele local, após um acidente de mergulho ocorrido em julho de 2009. O corpo foi transladado para Peniche, tendo seguido para o Instituto de Medicina Legal de Torres Vedras, a fim de ser feita autópsia para o reconhecimento da sua identidade.

Artur Sarmento foi a chave de descoberta

Artur Sarmento foi o mergulhador que descobriu o corpo no dia 13 de maio, quando integrava uma equipa em expedição aos destroços de dois navios fundeados no largo de Peniche.
Era no casco do “SS Dago” que se encontrava o cadáver. “Estava dissimulado nos destroços. Já no limite do tempo possível de continuar no fundo notei um pormenor estranho, aproximei-me e vi que havia um fato e um colete de mergulhador em avançado estado de decomposição. Anotei a sua posição e quando regressei a terra comuniquei à Polícia Marítima”, relatou o mergulhador técnico, de 49 anos, que pertence à Associação Portuguesa para a Dinamização do Mergulho.
O caso foi relatado à Marinha, mas as operações de resgate foram feitas em segredo. Só após a remoção dos restos mortais é que houve comunicação à imprensa. Antes, as Relações Públicas evitaram divulgar que iam ser feitas buscas e só os mergulhadores envolvidos na equipa onde estava Artur Sarmento foram informados que mergulhadores da Marinha já tinham confirmado a descoberta e esperavam reunir as melhores condições para o resgate.
O homem que se suspeita ser o corpo encontrado participava, a 25 de julho de 2009, numa expedição, com mais três companheiros, ao “SS Dago”, barco que tem constituído uma atração para os mergulhadores, apesar da dificuldade em lá chegar devido à profundidade, à necessidade de equipamento apropriado e adequado apoio de superfície.
Quando estava a uma profundidade entre os 40 e os 50 metros sentiu-se indisposto e não conseguiu regressar à superfície, desaparecendo na água. As buscas na altura envolveram meios aéreos, aquáticos e terrestres, no total de 170 pessoas, mas foram suspensas ao quinto dia sem sinais da vítima, tendo até sido feita uma despedida fúnebre no alto-mar, para onde se pensava que o cadáver tivesse sido arrastado.
Os familiares de Nuno Leal já foram avisados para a possibilidade de se tratar do ente querido desaparecido.

Francisco Gomes
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar Login ou fazer o Registo (Grátis) para poder comentar esta notícia.
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar

    Notícias Institucionais

    A carregar, por favor aguarde.
    A Carregar