| Sociedade, Caldas da Rainha |
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Governo acaba com comboios de passageiros entre Caldas e Figueira
20-10-2011 |
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| Governo acaba com comboios de passageiros entre Caldas e Figueira |
O Governo aprovou em Conselho de Ministros o Plano Estratégico dos Transportes, que prevê a execução das reformas estruturais do sector, dando seguimento ao memorando de entendimento assinado com a Troika. O documento prevê a desactivação até ao final do ano do serviço de passageiros na linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz.
Mantém-se a linha activa para o transporte de mercadorias e será assegurada a mobilidade das populações através de transporte rodoviário alternativo.
A medida acaba por ser uma machadada nas pretensões de requalificação e modernização da Linha do Oeste, há muito ambicionadas por autarcas e populações dos concelhos servidos.
E se a ligação até Lisboa ainda se mantém, fica a dúvida se dentro de algum tempo não será também encerrado este troço, de resto algo que tinha sido equacionado pelo Governo anterior, num estudo entregue à Troika, elaborado pelo Ministério das Finanças e o das Obras Públicas e Transportes, que preconizava o encerramento da Linha do Oeste entre Torres Vedras e Louriçal, próximo da Figueira da Foz.
A política comercial não tem sido favorável para o aumento do número de passageiros. Comboios com horários pouco atractivos, serviço sem argumentos competitivos perante o transporte rodoviário e estações encerradas, acabaram por afastar os clientes.
A medida apanha os autarcas da região algo desprevenidos e esperam-se reacções nos próximos dias.
Curiosamente, no passado fim-de-semana, um plenário distrital de reformados reunido na Marinha Grande aprovou uma resolução em defesa da Linha do Oeste.
“De há muitos anos que esta linha, fundamental para o desenvolvimento do nosso distrito, tem sido alvo de um brutal desinvestimento: encerramento de estações, horários desajustados e material circulante obsoleto. A viabilização da linha do Oeste é um problema que diz respeito a toda a população do distrito. A sua baixa operacionalidade prejudica de modo particular os reformados, que podiam ter nesta infra-estrutura um meio cómodo, rápido e barato de se deslocarem”, refere o documento.Os reformados, por certo ainda desconhecedores do anúncio de encerramento do troço entre Caldas e Figueira, deliberaram “manifestar a exigência de que sejam resolvidos rapidamente todos os problemas que afectam a Linha do Oeste com vista à sua plena operacionalidade, bem como seja encetado um processo de modernização que permita o seu aproveitamento como via estruturante do sistema distrital de transportes, quer na vertente de mercadorias quer na de passageiros”.
Francisco Gomes
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