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16-06-2010 Sociedade, Caldas da Rainha
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Mentor do Hospital Oeste Norte quer demissão de autarcas

Mentor do Hospital Oeste Norte quer demissão de autarcas Mentor do Hospital Oeste Norte quer demissão de autarcas
José Marques Serralheiro pede a demissão dos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Oeste, por terem aceite a ampliação do Hospital das Caldas da Rainha em vez da construção de um hospital totalmente de raiz. “Afinal de contas depois de percorridos 999km e 999m não deixaram que o grande atleta de fundo que está a correr, desde Setembro de 2001 cortasse a meta. A direcção da Oestecim alinhou-se na meta, em Lisboa, e empurrou-se o atleta para o chão. Mas ele não desistiu”, desabafa o grande defensor do Hospital Oeste Norte. “Afirmar que a obra de remodelação é mais barata e demora menos tempo revela uma ignorância despudorada”, manifesta. “A 1ª fase de ampliação do actual hospital de Caldas demorou 6 anos”, faz notar, sustentando que o novo hospital seria “alavanca regional, factor de atracção de investimento turístico, potenciadora do Oeste como destino turístico de referência”. “Construir o Hospital Oeste Norte, são cerca de 100 milhões de euros. Será que 250 mil oestinos não precisam, merecem e têm direito a este investimento (demora 2 anos, poderá estar concluído no 1º trimestre de 2013)”, indica. Para José Marques, “ampliar o Hospital de Caldas (solução do séc. XX) custa 50 milhões de euros (demora mais de 4 anos: note-se esta obra tem uma série de condicionantes: horário de construção, controlo de ruídos e poeiras, prejudica gravemente as condições da prestação de cuidados, transforma num inferno o quotidiano hospitalar”. “Já agora pergunto onde instalam a creche, o centro de dia e o ATL, que deve integrar o programa funcional de um hospital humano, moderno, inteligente e sustentável”, interroga. Para Marques Serralheiro, a decisão “significa mais um duro golpe na destruição do património termal, é uma agressão ambiental, é um erro urbanístico grave”. “Ou a direcção da Oestecim se demite ou emenda a mão no caminho da construção do futuro”, declara. No blogue http://aoencontrodasaguas.blogspot.com na Internet, o ex-vereador do Termalismo, Jorge Mangorrinha, também critica a decisão, afirmando que “a  ministra da Saúde deu o dito por não dito e negou aos autarcas do Oeste a construção do novo Hospital Oeste Norte. A opção passa pela absurda ampliação do Hospital das Caldas da Rainha, localizado a nascente do Hospital Termal, junto da Mata Rainha D. Leonor, no centro da cidade”. Com esta solução “ir-se-á sacrificar ainda mais a zona da Mata, com cortes e impactes paisagísticos”. Jorge Mangorrinha vai mais longe na sua apreciação: “Cumulativamente, o presidente da Câmara das Caldas esfrega as mãos de satisfação sobre a provável entrega do Parque e da Mata à sua gestão, por parte do Ministério da Saúde. Se esta solução for concretizada, haverá pela primeira vez na história deste conjunto um corte na gestão integral por parte de uma só entidade de todo o património termal. A juntar a esta evidência, o mais grave passa por sabermos que a vontade da Câmara das Caldas nunca foi criar e gerir espaços verdes e que os exemplos que tem dado são de um profundo desleixo. Mesmo quando exerci as funções de vereador num mandato, as minhas dificuldades foram imensas para fazer passar algumas ideias e propostas de cariz ambiental”. “A Câmara Municipal das Caldas da Rainha tem sido um exemplo devastador do património local, por aquilo que não promove em termos qualitativos e por aquilo que de medíocre deixa fazer. Quis, em tempos, cortar a Mata com a construção de uma via circular urbana e tem nela tentado construir equipamentos municipais, em vez de os fazer surgir em terreno seu. Lembro que apenas comigo na vereação foi aprovado o Perímetro de Protecção Termal que estava pendente há anos”.   Francisco Gomes
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