Fábrica Bordalo Pinheiro com o melhor volume de negócios
Fábrica Bordalo Pinheiro com o melhor volume de negócios
A fábrica Bordalo Pinheiro, que celebra 128 anos em julho, teve em 2011 o melhor ano de sempre, com um volume de negócio de três milhões de euros.
A unidade, que tem 174 trabalhadores, não pretende criar mais emprego, mas pretende aumentar a sua produção e arranjar mais mercado, automatizando-se.
Para tal vai adquirir uma nova máquina de vidrar para a linha utilitária, continuando a ter uma grande representação nas peças decorativas, sendo o boneco do Zé Povinho o best-seller.
“Ultrapassámos a fasquia dos três milhões, num ano muito positivo. Em termos de vendas, os 40 por cento são nacionais e 60 por cento são exportações”, disse Vítor Gonçalves, administrador da Bordalo Pinheiro.
Nesta área a unidade registou “um aumento de 230 por cento nas exportações” para países fora da Europa, com Estados Unidos e Japão a representarem a maior fatia. A nível comunitário, as vendas aumentaram 70 por cento na Alemanha e França.
Uma das conclusões para este saldo é a aposta em peças contemporâneas. “Foi uma aposta ganha” enquanto que a arte de Bordalo representa onze por cento das vendas. Segundo o responsável, tudo o que são peças contemporâneas, as vendas representaram 89 por cento.
O maior cliente da Bordalo, neste momento, é um cliente alemão que adquire peças lisas e requer um processo mais automatizado, daí a aposta numa máquina com maior capacidade de produção.
Em novembro de 2012 a Bordalo vai implementar o projeto e parceria com artistas brasileiros, onde se prevê a produção de cinco mil peças, “muito complicadas de serem feitas e que irão ocupar grande parte do ano”.
Segundo o administrador a unidade não tem intenção de reaver o terreno que foi adquirido pela câmara, apesar de Fernando Costa já ter falado dessa possibilidade por mais do que uma vez.
“Por enquanto não. As atuais instalações são suficientes. Estamos apenas a trabalhar na zona industrial. Faz parte da nossa filosofia trabalhar todos juntos, na mesma fábrica, e neste contexto está a funcionar muito bem. Lá em cima, temos a loja, restaurante e museu. A fábrica pertence à câmara e está completamente desativada”, disse Vítor Gonçalves.
Carlos Elias, responsável por parte de divulgação da empresa, aproveitou os bons resultados para apresentar mais algumas peças, nomeadamente telhas decorativas com elementos rurais e do mar, com vários elementos da fauna e flora.
Carlos Barroso
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