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Caldas / Economia, Caldas da Rainha
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João Figueiredo e a Janela Digital

13-01-2010 |

João Figueiredo e a Janela Digital
João Figueiredo e a Janela Digital
visao da pme“Realizámos um curso de informática para arranjar dinheiro para fundar a empresa”   Desde cedo João Figueiredo apaixonou-se pelos computadores quando em meados de 80 os pais lhe ofereceram um Spectrum 48K. A partir daí sempre sonhou seguir uma profissão ligada à informática. Se numa fase inicial esteve inclinado para a programação, rapidamente descobriu a paixão pelo marketing. Enquanto fazia o secundário e antes de se decidir pela licenciatura, participou em diversos projectos, fundou uma associação juvenil e acompanhou o aparecimento da Internet em Portugal. Na década de 90, os seus conhecimentos levaram-no a dar formação no campo da informática. “Era um sector que estava a despontar na sociedade e como havia pouca gente a saber como trabalhar, eu fazia uns biscates”, recorda. Em 1995 fundava nas Caldas da Rainha a empresa IPCR, um fornecedor de acessos à Internet. Nos finais dos anos 90, uma viagem de 15 dias com o seu amigo Emídio Cunha a Silicon Valley, onde está situado um conjunto de empresas com o objectivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, foi um ponto de viragem na sua carreira. “Conhecemos no coração do mundo das novas tecnologias como é que as empresas funcionavam e falámos com os fundadores, por exemplo, da Yahoo!. Constatámos que as empresas não eram nada demais. Era uma data de maluquinhos nas secretárias com computadores à frente. A questão é que não era preciso uma engenharia financeira muito grande. Era só computadores, pessoas e ligação à Internet. Nada que não pudéssemos replicar aqui. E o que foi o que fizemos”, descreve. A viagem foi determinante para fundar a Janela Digital, em 1999. O capital social foi de dois mil euros. “Para arranjarmos esse dinheiro fizemos um curso de informática para pessoas que queriam aprender e angariámos o dinheiro necessário”, relata João Figueiredo. A empresa especializou-se nas tecnologias de informação para o imobiliário. “Fazíamos as páginas da Internet para empresas imobiliárias mas sempre que havia um novo imóvel o processo para o promover era demorado e às vezes já o imóvel estava vendido quando finalmente recebíamos as informações necessárias para o colocar on-line. Foi por isso que criámos uma ferramenta de gestão dos imóveis, fácil de utilizar pelas empresas”, explica. Em 2001 procura um parceiro que lhe dê visibilidade e encontra-o no Sapo. Nessa altura a Portugal Telecom adquire 50% da empresa, participação que ainda hoje mantém. O seu projecto mais conhecido do público é Casa Sapo - Portal Nacional de Imobiliário. A empresa já começou a sua internacionalização, estando presente em Espanha, Angola, Peru, México e Brasil, para onde vende o “software” de gestão imobiliária. A Janela Digital emprega actualmente 125 funcionários. A empresa informática mudou-se para o Pólo Tecnológico de Óbidos e desenvolve soluções para o sector imobiliário, nomeadamente em termos de gestão (software) e marketing (divulgação na Internet).   Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)       Datas marcantes para a Janela Digital     1999 VIAGEM A SILICON VALLEY Uma viagem a Silicon Valley, a meca da tecnologia informática, permitiu contactar empresas de referência mundial, dando-lhe conhecimentos para fundar, no mesmo ano, a Janela Digital.   2001 PORTAL IMOBILIÁRIO A abertura do Casa Sapo, o portal nacional de imobiliário, desenvolvido inteiramente pela Janela Digital, abriu os horizontes da empresa, tornando-a uma referência num sector até então inexplorado.   2003 PRÉMIO DE INOVAÇÃO Prémio Inova Leiria, na categoria de Investigação & Desenvolvimento, atribuído pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).   2004 DELEGAÇÃO EM ESPANHA Inicia-se processo de internacionalização para Espanha. Surge assim a Inmofocus, filial da Janela Digital, sedeada em Barcelona. O bom desempenho da Inmofocus fez da Janela Digital a empresa líder Ibérica no desenvolvimento de tecnologias para o imobiliário.   2006 VISITA DO PRIMEIRO-MINISTRO No âmbito do programa Inovjovem, o Primeiro-Ministro José Sócrates, visita em Novembro as instalações da empresa, na antiga fábrica das calças, no Bairro dos Arneiros, nas Caldas da Rainha. A empresa aproveita para anunciar a mudança de instalações para o concelho de Óbidos.   2007 VIAGEM À RÚSSIA COM SÓCRATES A Janela Digital participou na mostra de inovação tecnológica organizada pelo ICEP, no âmbito da visita do primeiro-ministro José Sócrates à Rússia. A exposição, intitulada “Portugal, mais do que imagina”, esteve patente nos dias 28, 29 e 30 de Maio, no Hotel Baltschug Kempinskiy, apresentando projectos inovadores e demonstradores da capacidade tecnológica de quinze empresas portuguesas.   2009 MUDANÇA PARA ÓBIDOS No meio de polémica, com críticas da parte do presidente da Câmara das Caldas, a Janela Digital muda-se para Óbidos, sendo a primeira empresa a instalar-se no novo Pólo Tecnológico.         Conselhos de João Figueiredo   João Figueiredo tem 38 anos e o curso de Marketing do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) e pós-graduação no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Para vencer no mercado de trabalho, deixa alguns conselhos:   1) DIFERENCIAR-SE NO MERCADO. O empreendedor tem de saber o máximo possível sobre o mercado. Os seus recursos são limitados, parte em desvantagem sobre os concorrentes já instalados e tem que se diferenciar. Não faça aquilo que outros já fazem, melhor e mais barato.   2) POSICIONAMENTO INICIAL. Com o seu produto diferenciado tem que definir a posição que espera ocupar no mercado. Por vezes ocupar uma posição esquecida que não é pretendida pelos concorrentes instalados, pode revelar-se uma excelente estratégia de entrada.   3) DETERMINAÇÃO PERANTE OBSTÁCULOS. Se acredita mesmo na sua ideia e se ela tem realmente potencial, há que ter a determinação para não atirar a toalha ao chão no primeiro ‘não’ que receber.   4) ESTRUTURA ÁGIL. Uma estrutura pequena é mais ágil e move-se mais rapidamente que os seus concorrentes instalados, geralmente com mais "gordos e conformados". Tire partido disso para manter a organização afinada e em forma.   5) IMAGEM E PROFISSIONALISMO. Muitos empreendedores desvalorizam a imagem, a comunicação e o marketing em geral. Pode ter o melhor produto do mundo, se não o souber promover, ninguém o vai comprar.   6) TIRE UM CURSO DE MARKETING. É muito provável que o empreendedor seja um técnico, que vai inovar no produto, mas se pensa que isso chega está enganado. Comece pelos 4 P´s do Marketing: Produto, Preço, Comunicação (Promotion), Distribuição (Placement). Reveja em cada uma destas vertentes onde poderá inovar, incrementar benefícios ou reduzir custos.   7) NÃO GASTE AQUILO QUE NÃO TEM. Ande sempre com os pés bem assentes na terra, não faça planos que não sejam sustentáveis. Se o projecto precisar de financiamento e for realmente bom, hoje em dia há muitas alternativas: Business Angels/Venture Capital, ou então a velha estratégia dos 3 F´s - Family, Fools and Friends.   8) SABER DELEGAR. Uma organização só poderá crescer se o empreendedor deixar de ser o centro do universo e começar a acreditar que poderá delegar noutras pessoas aquilo que pensa só ele faz melhor do  que ninguém.   9) INOVAÇÃO E ACTUALIZAÇÃO. Num mundo em mudança é essencial manter-se sempre actualizado e inovar sempre, ter noção de que a única coisa que não muda no mundo é a necessidade de mudança.   10) TRABALHAR COM PAIXÃO. Quem corre por gosto não cansa e um empreendedor precisa de correr tanto que é bom que esteja mesmo apaixonado por aquilo que faz.     Máximas de João Figueiredo   “NÃO FAÇA AQUILO QUE OUTROS JÁ FAZEM, MELHOR E MAIS BARATO”   “NÃO ATIRE A TOALHA AO CHÃO NO PRIMEIRO ‘NÃO’ QUE RECEBER”   “PODE TER O MELHOR PRODUTO, MAS SE NÃO SOUBER PROMOVÊ-LO, NINGUÉM O COMPRA”     PRIMEIRO SALÁRIO 7,5 EUROS/HORA “Ganhava 1500 escudos (7,5 euros) à hora, como formador em informática. Juntei 300 contos (1500 euros) para comprar uma potente aparelhagem de som para o meu carro”       Análise à crise conjuntural:   FILTRO DO MERCADO Separar o trigo do joio, fazendo a filtragem das empresas que não estão tão bem preparadas e que por vezes, para fazer face a essa desorganização e falta de competitividade, actuam de uma forma que não é benéfica para a economia, como por exemplo vender computadores abaixo do preço de custo, perdendo a clientela quando os preços foram aumentados. Mas aí já tinha dado cabo do lucro dos concorrentes.   FUGA AO FISCO Empresas mal organizadas e cujos gestores têm falta de ética, a primeira coisa que fazem é fugir ao fisco. De uma forma artificial passam a ser mais competitivas do que as outras, porque se não declararem e pagarem o IVA têm logo 20 por cento de margem onde os outros não têm nada.   MAIOR REGULAÇÃO NA BANCA Passa a haver mais regulação no sistema financeiro, que foi o grande rastilho desta crise. O imobiliário precisa de uma banca que conceda créditos à habitação sem balbúrdia. O que se passava há uns anos era que qualquer pessoa, sem ter qualquer requisito especial conseguia um empréstimo e depois não o conseguia pagar. A banca emprestou mais do que devia a pessoas de risco. É positivo um sector financeiro que não esteja tão desregulado.
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