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Caldas / Cultura, Caldas da Rainha
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Mestre Herculano Elias abre galeria

08-04-2009 |

Mestre Herculano Elias abre galeria
Mestre Herculano Elias abre galeria
Foi inaugurada no dia 21 de Março, nas Caldas da Rainha, a "Elias Galeria", um novo espaço que pretende divulgar os trabalhados de artistas, nas áreas da escultura, do mural e da cerâmica de autor. O seu responsável é Herculano Elias, mestre ceramista, que quer com esta galeria simplesmente divulgar a cultura. "Não tem objectivos comerciais, mas sim didácticos e culturais", disse. A Elias Galeria, que fica na Rua da Nazaré, nº 7ª-9, no Largo Heróis de Naulila, vai mostrar obras de autores da região e nacionais. O objectivo é Irá ter exposições de diferentes autores durante dois meses. Mas Herculano Elias quer privilegiar os artistas das Caldas da Rainha. Além de obras da autoria de Herculano Elias, a Galeria tem até Junho patente uma mostra de peças de Eduardo Constantino, um artista caldense de nome internacional que reside e trabalha em França, e de Mário Reis, como representante de uma nova geração de autores e que foi formando de Herculano Elias no Cencal. Segundo este responsável, os próximos autores que irão expor serão Carlos Enxuto e Bolota. A Galeria está situada no primeiro andar de uma habitação da família, composta por três salas. Numa das salas podem ser vistas várias obras do percurso de Herculano Elias, onde também presta homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro e ao seu tio-avô Francisco Elias. Cerca de 10 peças da sua autoria estarão sempre em exposição, onde o autor irá fazer uma rotação, exibindo obras suas nas áreas de miniaturas e cerâmica de autor. No rés-do-chão da Galeria, o mentor do projecto montou uma recepção para os visitantes, onde passarão em DVD alguns documentários que darão uma leitura do que foi a cerâmica nas Caldas no passado e presente. "São gravações que eu tenho de longa data sobre a olaria e modelação de estatuetas", disse. Segundo o artista, a Galeria é o embrião para um projecto maior que pretende concretizar. "Tenho outra propriedade no Largo Espírito Santo, na zona histórica da cidade, onde pretendo criar uma Galeria de maior dimensão, onde vou incluir formação na área da olaria", indicou. Herculano Elias está referenciado na cerâmica caldense em primeiro lugar pela miniatura, género que cultiva desde a década de 1950, dando continuidade a uma tradição de família. Este artista nasceu nas Caldas da Rainha em 1932. Descende de uma família de ceramistas a destacar o seu avô, Herculano Elias e o seu tio-avô, Francisco Elias, ambos discípulos de Rafael Bordalo Pinheiro, e seu primo Eduardo Mafra Elias. Fez as suas primeiras estatuetas aos 5 anos. "Eu desenhei muito mais cedo do que comecei a escrever", declarou. Como homem do seu tempo tem produzido simultaneamente escultura cerâmica, mural cerâmico, retratos e cerâmica de autor. Sua obra pública está patente nas Caldas da Rainha: Mural cerâmico na sede dos bombeiros voluntários; alegoria às quatro estações, escultura cerâmica no cruzamento da Escola Rafael Bordalo Pinheiro e o CCC; fonte (escultura cerâmica) no pólo do ambiente junto ao Cencal; mural cerâmico – Casa dos óculos, na Rua José Malhoa e no Banco Millennium, na Praça da Fruta e retrato de Vieira Pereira - escultura em bronze no átrio do Montepio Rainha D. Leonor. A faiança, o grés, a refractária e a porcelana são as pastas cerâmicas que utiliza nos seus trabalhos. Os vidrados são compostos por óxidos metálicos com suporte de vidraça. A "Elias Galeria" funciona entre as 10 e as 12 horas e das 14 às 17 horas, de segunda a sábado. No entanto, o artista está aberto a marcações para visitas de estudo ou para grupo de turistas que queiram visitar o espaço. "Desenho contemporâneo, não desprezando a tradição" Lamenta a crise que se abateu na cerâmica das Caldas da Rainha, com o fecho da Secla e com a venda das Faianças Bordalo Pinheiro. "Dói um bocado porque toda a minha formação cívica e artística foi feita nesses espaços", apontou. Segundo o artista, nos anos 90 todas as cerâmicas ganharam muito dinheiro, mas não souberam investir. "Alargaram os seus espaços com o pior dos objectivos. Podiam ter conservado a dimensão ideal, que era a que tinham", alegou. Aconselha ao grupo Visabeira, que adquiriu as Faianças Artísticas Rafael Bordalo Pinheiro, "a ter em consideração um desenho contemporâneo, não desprezando a tradição". Destacou também que é preciso mudar os materiais. "Hoje as grandes apostas serão na porcelana e no grés fino pois permitem peças com uma outra resistência. Penso que serão estas duas pastas que poderão competir nos espaços contemporâneos", disse, acrescentando que "há muito que a faiança e o barro vermelho perderam terreno em relação ao inox". "A porcelana chinesa que chega a Portugal é mais barata que a faiança que se produz nas Caldas. Agora são os chineses que nos estão a dominar", sublinhou. Marlene Sousa
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