| 23-02-2012 |
Sociedade, Caldas da Rainha |
|
|
 |
Proprietários dos bares na Foz ainda à espera das indemnizações
Proprietários dos bares na Foz ainda à espera das indemnizações
Os comerciantes das antigas mini docas da Foz do Arelho dizem-se abandonados pela ARH (Administração da Região Hidrográfica), pelas seguradoras, pela Câmara e pela justiça.
Vitória Machado, proprietária de um dos bares, recebeu uma carta da ARH para pagar até ao final deste mês a licença onde consta o uso do espaço durante todo o ano de 2011.
“Não se entende o silêncio das seguradoras. Recebi a fatura para o pagamento do aluguer do terreno. As contas vêm até dezembro. Cobram o ano todo, quando nós tivemos o incêndio em agosto. Fiz a suspensão da atividade e mesmo assim cobram. Isto é inadmissível. Eu preciso de 500 euros para pagar a licença, caso contrário segue para o contencioso. Eu não tenho dinheiro, continuo sem seguro, sem apoio de ninguém e sem saber se vamos trabalhar. Teremos de esperar pelos projetos e ninguém nos ajuda”, disse Vitória Machado, a braços com um esgotamento devido a esta situação que se arrasta há quase um ano.
“Se não fosse a ASAE nós nem tínhamos alvará”, desabafou, perguntando porque ainda não foram pagas as indemnizações dos seguros.
“Continuo sem ajudas. Oficialmente ainda não há nada para se pagar as indemnizações das seguradoras. Nem dinheiro tenho para contratar um advogado para me ajudar”, declarou.
Quanto ao incêndio, nada está concluído, uma vez que apenas havia uma denúncia de uma das proprietárias de um dos bares, que naquela semana viu ser elaborado pela GNR das Caldas um auto de notícia por violência doméstica, uma vez que teria recebido ameaças do marido. Uma nota da Polícia Judiciária refere que “é desconhecida a relação entre uma e outra ocorrência”, encontrando-se o processo e outras diligências nos serviços do Ministério Público.
Contatado o Ministério Público, uma fonte disse que “todos os serviços administrativos estão em dia”.
Já sobre o processo do incêndio dos bares, a mesma fonte revelou que estão, desde dezembro, no gabinete de uma magistrada do Ministério Público, as conclusões abertas do processo, faltando fazer o despacho.
Perante este cenário, Vitória Machado sente-se abandonada e indignada, porque recentemente alguém da autarquia das Caldas foi remover vigas de cimento do antigo deck.
“Há testemunhas que viram uma viatura com dístico da Câmara retirar vigas do antigo deck. Levaram o bom e deixaram lá o lixo e agora com aquilo como está, quero saber quem é o responsável”, declarou.
Vitória Machado esclareceu que nunca pagou a remoção do seu bar por falta de verba, revelando que foi o perito de uma seguradora que assumiu a limpeza do seu bar.
“No Natal deram-nos quinze dias úteis para limpar os restos do bar e eu não paguei, porque não tinha dinheiro na altura e continuo sem dinheiro. Só para não ficar lá o meu café, fizeram-me telefonemas e insistiram para eu pagar depois e como eu me neguei o perito e o sucateiro entenderam-se. Já os outros proprietários tiveram de pagar”, revelou
“De lamentável e injusto passa a ser revoltante, o quanto estamos deixados ao abandono”, desabafou a antiga proprietária.
Carlos Barroso
Tags:
Este conteúdo é exclusivo e reservado a Assinantes. Saiba mais.
Caso entenda que o comentário tem conteúdo impróprio ou que viole, directa ou indirectamente, a política de utilização do Jornal das Caldas, deve deixar a sua mensagem. Agradecemos desde já a sua colaboração |
|
|
|
Foz do Arelho - Aluger
Apartamento T1, completamente equipado, perto da paia.
Casa de Férias - Nazaré
Casa T2, a 50m da praia, para férias no mês de Agosto.
Albifeira - TimeShare
Apartamento com vista para o mar em regime de timeshare.
CLASSIFICADOS Oeste Global
|