“O atraso de dois meses nos trabalhos de dragagem na lagoa devem-se ao mau tempo e à forte ondulação que provocou a deslocação da aberta”, disse André Guerreiro, responsável pelos trabalhos em curso, após ter proporcionado um passeio de barco na Lagoa, no passado dia 30, organizado pelo Conselho da Cidade.
A conclusão das dragagens na Lagoa de Óbidos estavam previstas para meados do mês de março, mas as máquinas continuam a trabalhar. André Guerreiro, da empresa Sofareia, a quem a Irmãos Cavaco, SA (empresa de Santa Maria da Feira que ganhou o concurso do Ministério do Ambiente) adjudicou a realização deste trabalho, afirmou que estão a concluir os trabalhos e tudo indica que terminarão as dragagens nos meados deste mês.
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| Conselho da Cidade organizou percurso de barco durante o qual foi comentada a importância da Lagoa |
“Fizemos a abertura da barra em dezembro, as coisas correram bem, mas devido a algumas tempestades e ondulações, a própria barra teve a tendência a migrar para sul e toda essa migração fez o assoreamento naquela zona onde nós já tínhamos estado a executar trabalhos”, explicou o responsável, acrescentando que neste momento estão a executar novamente trabalhos na “zona onde já tinha sido dragada e esse é um dos motivos que levou ao atraso da empreitada, que neste momento estamos a resolver”.
André Guerreiro indicou que neste momento estão a trabalhar doze pessoas e apenas duas dragas, porque o espaço é limitado junto à aberta.
João Caldas, habitante na Foz do Arelho e um dos elementos fundadores da Associação dos Amigos da Lagoa de Óbidos, criada em 1976, integrou o grupo que beneficiou a oportunidade de visitar a lagoa de barco. Durante o percurso falou da importância da mesma e defendeu que as dragagens não deveriam começar junto ao mar mas sim nos braços da barrosa e do bom sucesso, que são zonas mais assoreadas.
Maria Júlia Carvalho, presidente do Conselho da Cidade, explicou que decidiram levar a cabo esta iniciativa com o objetivo de dar a conhecer o ponto da situação das dragagens, “sendo uma chamada de atenção para os problemas da Lagoa e ver o que poderá vir a ser feito para preservar as condições naturais da Lagoa e tudo aquilo que está relacionado com ela do ponto de vista turístico e ambiental”. “Pessoas que tenho ouvido, como João Caldas, consideram que as dragagens não estarão a ser feitas da maneira mais correta, mas isso são aspetos técnicos que não domino”, adiantou esta responsável.
O Conselho da Cidade das Caldas da Rainha convida os amantes da natureza para um passeio pedestre ao longo da Lagoa, no dia 9 de junho, com concentração e lugar de partida e chegada junto ao Cais, às 10,30 horas.
Este passeio será comentado por João Caldas, que prestará informação sobre este importante espaço aquático.
Estima-se a duração do passeio em cerca de 60 minutos e espera-se que o ambiente de convívio continue após a caminhada, já que é possível, a quem o desejar, almoçar em grupo num dos restaurantes da área.