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Caminhava na A8 e morreu atropelado ao atravessar faixa de rodagem
Um homem que festejava o 33º aniversário morreu atropelado na A8, depois de ter abandonado a pé a estação de serviço da Cepsa da zona de Óbidos, sentido norte-sul, na madrugada do passado domingo.
20-07-2012 |
Francisco Gomes
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[+] Fotos
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| Local onde se verificou o atropelamento, próximo da saída da Foz da A8 |
Luís Manuel Mendes Trindade, residente em Casal Teodoro, Alvorninha, estava com a companheira com quem vive e tem um filho de nove anos, mas chateou-se e foi-se embora, deixando também um grupo de amigos que se tinha juntado na cafetaria. Ainda voltou para trás para procurar a carteira que tinha deixado na casa de banho e apesar de estar numa autoestrada e a dois quilómetros das Caldas da Rainha, caminhou na direção da cidade cerca de mil metros. Após atravessar a faixa de rodagem e o separador central foi atropelado. O corpo terá sido trucidado no sentido sul-norte por vários carros que lhe passaram por cima, ao quilómetro 80,6, próximo de um viaduto, cerca das três e quinze da madrugada. “O condutor que deu o alerta disse que parecia que tinha passado por cima de algo de borracha”, relatou um elemento da equipa de socorro, que ficou chocado com o cenário encontrado. “O corpo ficou espalhado pela estrada e os membros inferiores foram projetados para um talude”, descreveu. José António, comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, confirmou “a possibilidade de, devido ao estado em que a vítima se encontrava, de ter sido apanhada por mais do que uma viatura”. O Destacamento de Trânsito de Torres Vedras da GNR investiga. O alerta chegou pelas 3h19, via 112, aos bombeiros das Caldas da Rainha, que deslocaram para o local uma ambulância e uma viatura de desencarceramento, que apenas foi utilizada para lavar o pavimento. A equipa da VMER confirmou o óbito. O cadáver foi removido pelos bombeiros de Óbidos e transportado para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras, para ser autopsiado. Luís Mendes trabalhava numa empresa de transporte de inertes na região de Lisboa. “Era um rapaz pacato e tinha muitos amigos”, apontou Álvaro Barros, que conhecia a vítima. Adelaide Leandro, moradora na freguesia de Alvorninha, revelou que “parecia ser uma pessoa simples, simpática e sem causar problemas”. A coletividade de Chãos, a mais próxima da residência do sinistrado e que era frequentada por Luís Mendes, decidiu estar encerrada, afixando um ofício onde anunciava que o motivo era “o falecimento de um filho da terra”.
Francisco Gomes
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