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Caldas da Rainha
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Boa disposição e muita alegria na estreia do filme “O Tempo e as Bruxas”

A sala de cinema do Vivacine do Centro Comercial Vivaci das Caldas da Rainha encheu-se na noite do passado domingo para a estreia oficial do filme “O Tempo e as Bruxas”, com realização do maestro António Victorino D’Almeida.

01-08-2012 | Marlene Sousa

A estreia contou com a presença do elenco e equipa técnica
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A estreia contou com a presença do elenco e equipa técnica

Como forma de reconhecer o trabalho da equipa técnica liderada pelo caldense Miguel Costa, o maestro quis estrear o filme nas Caldas da Rainha. A longa-metragem conta também com a participação de outro caldense, o diretor do JORNAL DAS CALDAS, que despenhou o papel de diretor do jornal local “O Palop”. Além dos autarcas e individualidades convidadas, a estreia contou com a presença do elenco e equipa técnica.

O filme agradou ao público e revelou um conjunto de histórias “absurdas” e com humor, que levou os expetadores a soltarem gargalhadas por diversas vezes.

O maestro recebeu diversos elogios e cumprimentos do público no fim da sessão. Revelou que excedeu a expectativa tendo em conta que “O Tempo e as Bruxas”, foi filmado em 14 dias, com meios reduzidos e atores não profissionais que nem sequer fizeram castings. Segundo o realizador, a obra cinematográfica tem como subtítulo “Farsa Absurda” e foi filmado em casas e décores naturais na zona de Vila Nova de Cerveira. “As personagens do filme, procuram escapar aos estigmas da rotina em que decorre a sua vida, criando um mundo absurdo de suspeições e acusações nunca verdadeiramente provadas”, disse, António Victorino D’Almeida, acrescentando que “joga muito com a força do diálogo e das imagens”. O maestro adiantou ainda que o guião do filme já tinha uns anos e no passado verão decidiu avançar com o projeto. “Quis mostrar que em tempo de crise é possível produzir de uma forma extremamente económica”, sublinhou, revelando que é a prova que “a cultura não custa milhões. “Pode custar milhões se justificar, mas raras vezes acontece, e utiliza-se o conceito de muito dinheiro como um álibi para não dar nada”, apontou o Maestro, adiantando que “este filme é uma reação de um grupo de mais de vinte pessoas que se uniram trabalhando em cooperativa”.

Em relação à estreia ser nas Caldas, o António Victorino D’Almeida, disse que “foi justo” e gostava de modificar o estigma que enquanto “não for a Lisboa não é estreia oficial”.

Miguel Costa, também fez um balanço positivo da estreia. “O público gostou e riu-se muito”, disse, acrescentando que “trabalhar com o maestro foi fantástico”. “António Victorino D’Almeida é para mim uma das figuras mais importantes na cultura portuguesa e ter o privilégio de trabalhar e privar com ele foi fantástico. Ele mantém sempre uma disposição e é um génio”, sublinhou, este responsável, adiantando que tiveram que “ter pedalada para o acompanhar”. “Tivemos poucos meios técnicos mas foram compensados pela boa disposição e genialidade dos diálogos e das improvisações que o maestro ia criando ao longo das filmagens”, explicou, Miguel Costa.

A ilustre pianista, Olga Prats foi uma das interpretes da longa-metragem e destacou o talento e profissionalismo de António Victorino D’Almeida, lamentando que o país “não lhe reconheça o devido valor”. Referiu ainda que deste projeto “nasceu uma grande amizade entre todos os elementos do elenco”.

Estiveram também presentes na estreia do filme, o presidente da Câmara das Caldas que deu as boas vindas ao maestro e o vereador, Hugo Oliveira que revelou ser um orgulho para a cidade ter um evento desta “importância”. Elogiou o trabalho do caldense Miguel Costa nomeadamente “os excelentes planos e fotografia que obteve”. “Nada melhor do que sentirmos nas Caldas aquilo que Miguel Costa vai fazendo pelo país”, sublinhou o autarca. “Gostei do filme”, referindo que o realizador traz-nos o absurdo do quotidiano que nos faz refletir sobre a realidade da vida dos portugueses com o seu extremo espirito daquilo que vivem acerca da sua terra”.

“O filme agradou-me bastante”, disse, a professor das Caldas, Fernanda Barahona referindo que em “termos técnicos foi muito bom a fotografia é espetacular”. “A história do absurdo que a vida muitas vezes é, está bem tratado e tem citações engraçadas, foi uma surpresa a prestação dos atores, nomeadamente da pianista Olga Prates que teve um papel excelente”, acrescentou, a docente. 

Entretanto, “O Tempo e as Bruxas” para além de se apresentar em festivais nacionais e internacionais entrará no circuito comercial com a distribuição pelas salas de cinema do país. Está prevista, também a comercialização da longa-metragem em DVD.

Antes da projeção do filme passou um trailer de um documentário sobre a vida e obra do Mestre Ferreira da Silva (que se encontrava na sala), realizado por Miguel Costa e que será apresentado na íntegra no próximo dia 12 de Agosto, pelas 21h30 no CCC.

No final da noite artistas, técnicos e convidados foram recebidos com um cocktail no Sana Silver Coast Hotel e o convívio entre todos prolongou-se noite dentro.

“O tempo e as bruxas” tem na direção de fotografia e no trabalho de câmaras Miguel Costa. A direção de som é de Joana Niza Braga. Como assistente de imagem esteve Nelson Nascimento e como assistente de som Leonor Teles. O filme tem montagem de Miguel Costa, e o trabalho de anotadora é da responsabilidade de Marisa Félix. A música pertence também ao realizador, Victorino d’Almeida.

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