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Sindicato da polícia quer ver esclarecidas viagens de oficiais em viaturas de serviço

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A Direcção Nacional da PSP (DN/PSP) sabia do problema do caso do carro avariado da polícia das Caldas, em que os agentes tinham de usar máscara, antes da notícia do JORNAL das CALDAS, informou o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP (ASPP/PSP). “A questão inicial começou com um ofício que a ASPP/PSP enviou […]
Sindicato da polícia quer ver esclarecidas viagens de oficiais em viaturas de serviço

A Direcção Nacional da PSP (DN/PSP) sabia do problema do caso do carro avariado da polícia das Caldas, em que os agentes tinham de usar máscara, antes da notícia do JORNAL das CALDAS, informou o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP (ASPP/PSP). “A questão inicial começou com um ofício que a ASPP/PSP enviou à DN/PSP porque tínhamos recebido informações de que a viatura estava a causar problemas aos profissionais que usavam a viatura em serviço. A resposta que nos foi transmitida era que a situação estava a ser analisada e que tinha sido comunicada aos oficiais. Isto foi poucos dias antes da notícia. Aliás, a DN/PSP pensou que tivéssemos sido nós os autores da notícia porque tinha chegado dias antes o ofício”, disse Paulo Rodrigues, presidente da ASPP/PSP. O dirigente considera que “se os agentes em causa se sentirem lesados ou se pretendem recorrer ou até serem indemnizados por causa do problema do carro, têm a legitimidade de pedir apoio ao nosso gabinete jurídico”. “Temos outras situações muito parecidas em que as viaturas ficaram imobilizadas. No aeroporto de Lisboa havia uma viatura que o elevador do vidro da porta não funcionava. Andava sempre em baixo. No inverno era complicado e fizemos um ofício à DN/PSP para arranjar uma solução para a viatura ou imobilizá-la. Acabou por a viatura ficar imobilizada alguns meses por não haver dinheiro para a reparação”, indicou. À margem de um encontro em Leiria, Paulo Rodrigues revelou também que vai pedir informações à DN/PSP sobre as viagens de três viaturas de serviço da polícia de Leiria, tendo em conta que existem dois comissários e um subintendente que se deslocam nas viaturas de serviço para cumprir as nomeações. “São questões que temos conhecimento e com provas, que desgastam a imagem da polícia por gastar o erário público indevidamente. Estes assuntos também os levamos à inspecção da Administração Interna. Esta situação vai ser alvo de uma informação à DN/PSP no sentido de perceber”, disse. Um oficial das Caldas desloca-se na viatura de serviço todos os dias para Leiria e em sentido inverso um oficial de Leiria vai todos os dias para Caldas noutra viatura. A direcção da ASPP/PSP vai também fazer informação sobre a utilização de uma viatura por parte de um subintendente. “Teremos de averiguar se eles têm a legitimidade de a fazer ou se a utilização é indevida. Teremos de ver se há orientações nesse sentido”, acrescentou. “Sempre que seja um agente, um chefe ou um oficial a utilizar indevidamente equipamento da polícia, a primeira coisa que temos de fazer é dar conhecimento às entidades competentes. Já o fizemos no Porto e vamos fazer em Leiria”, reforçou. Quanto à falta de efectivos nas Caldas, o dirigente sindical confessa que é um problema transversal a todo o país, sentindo-se mais nas pequenas cidades. “Num comando grande como Lisboa e Porto, quando há falta de meios numa determinada esquadra, é possível deslocar meios de outra divisão, nos pequenos comandos não é possível porque só tem um determinado número de efectivos. Se for num comando reduzido terão de pedir ajuda à GNR ou à Judiciária, ou vêem-se numa situação difícil. Nas zonas pequenas não é possível desvalorizar a questão dos efectivos. Há que encontrar um equilíbrio também em termos de média de idades, rejuvenescendo o comando e esquadras. A média de idades em Leiria e nas Caldas é alta e isso reproduz-se no serviço realizado. É um problema grave”, disse. Devido a este problema Paulo Rodrigues entregou a Paiva de Carvalho, governador civil de Leiria, uma moção em que constam algumas reivindicações que foram aprovadas em plenário ao início da tarde de 24 de Fevereiro, no comando de Leiria. “O comando de Leiria também sofre com o desinvestimento que, ao longo dos anos, tem afectado a PSP, nomeadamente no que diz respeito às condições de trabalho dos profissionais. É também no comando de Leiria que há enormes carências no que diz ao material necessário para o bom desempenho da missão policial”, refere o documento. Na moção, os polícias reiteraram o pedido feito ao primeiro-ministro, em Dezembro de 2010, para substituir o Ministro da Administração Interna (MAI) por “incapacidade” de implementar as medidas da nova legislação, relativamente às tabelas remuneratórias. “Um polícia com 20 anos de serviço recebe praticamente o mesmo que um agente com 10 anos. Isto não pode ser, o senhor ministro tem sido incapaz de resolver esta desigualdade”, referiu Paulo Rodrigues. Além da actualização das remunerações, o sindicato diz estar preocupado com a média de idades do efectivo do comando de Leiria, que ronda os 50 anos, uma situação que pode agravar-se se não for reforçado com mais polícias. “A criminalidade não ocorre só nos grandes centros, mas também nas cidades mais pequenas. Não podemos perder operacionalidade”, vincou. “A carência de efectivos continua a ser um problema grave no Comando de Leiria, particularmente depois da reorganização das áreas de competência da PSP, que deixou ainda mais claras as insuficiências a este nível, agravadas pelo aumento da criminalidade violenta e organizada, que é do conhecimento público”, fez notar. Carlos Barroso

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