Já abriu a loja AKI na cidade das Caldas da Rainha, na Avenida Infante D. Henrique (junto à Expoeste). A nova unidade foi inaugurada a 24 de Junho e abriu ao público no dia seguinte, criando 44 novos postos de trabalho, a maioria oriundos do concelho.
A nova loja AKI das Caldas que representa um investimento de 2 milhões de euros da marca especializada nas áreas da decoração, bricolage e jardim. Tem uma área de 3.619 metros quadrados e 230 lugares de estacionamento.
A inauguração do novo espaço, que veio reforçar a oferta comercial nas Caldas da Rainha, contou com a presença de Ignácio Sanchez, director geral da AKI em Portugal, Albano Antunes, do Grupo Mateus (empresa responsável pela construção do AKI e arranjos no exterior da superfície comercial), e Augusto Vinagre, director de Loja do AKI Caldas da Rainha. A cerimónia de abertura da nova loja contou ainda com vários convidados entre autarcas, representantes de instituições financeiras, empresários e colaboradores da AKI.
Segundo Ignácio Sanchez, a nova loja AKI é a primeira do país com uma imagem totalmente renovada, e com uma evolução a nível de conceito e inovação.
Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, felicitou o grupo AKI pelo investimento feito no concelho, referindo que numa conjuntura de crise económica mundial “é com os braços abertos que acolhemos este investimento e que cria um valor interessante de postos de trabalho numa altura que o desemprego nas Caldas da Rainha aumentou”. O edil realçou que “neste momento a prioridade do Município das Caldas é a economia, emprego e desenvolvimento da sociedade”.
Segundo o autarca, Caldas da Rainha é conhecida como a cidade do comércio e “a abertura de lojas do mesmo ramo só traz benefícios aos clientes porque aumenta a oferta e gera concorrência”, sustentando que o Centro Comercial Vivaci que não prejudicou o comércio tradicional, que continua a atrair pessoas à cidade.
O autarca elogiou o grupo Mateus relativamente aos arranjos exteriores, revelando que “vieram embelezar aquela entrada na cidade”.
Fernando Costa destacou ainda que o sucesso de uma empresa “depende não apenas da política dos gestores da empresa, mas também do dia-a-dia dos trabalhadores dessa mesma unidade”, sublinhando que o interesse comum “é a sobrevivência e sucesso da nova superfície comercial”.
Augusto Vinagre manifestou que “os principais objectivos do AKI são marcar uma diferença no mercado, sermos inovadores e satisfazer o cliente”.
De acordo com este responsável, a nova loja AKI das Caldas da Rainha possui um modelo prático e moderno que permite ao consumidor adquirir produtos sem necessitar da ajuda de um funcionário. “Este conceito inovador é espectacular e não há ninguém que entre numa loja destas e não fique surpreendido e agradado com o espaço, quer pelo conforto, quer pelos produtos e pelo atendimento”, referiu Augusto Vinagre.
Como é uma nova loja, o gerente revelou que 40 por cento da gama é muito recente, com menos de seis meses na empresa. “Tivemos a oportunidade de abrir com todas as novidades que há no mercado”, disse.
Com a construção da loja AKI também foi feito o arranjo e embelezamento do exterior, no que diz respeito ao arranjo da via, rotundas, e jardinagem.
De cerca de 150 entrevistas foram escolhidos 44 colaboradores, dos 20 aos 30 anos, oriundos do concelho e região. A equipa teve formação nas lojas AKI de Torres Vedras, Leiria e Santarém.
A loja AKI das Caldas da Rainha disponibiliza aos seus clientes um serviço de entrega e montagem de produtos, lançamento das vendas por catálogo e ainda um cartão de crédito. O cartão AKI dá ao cliente um plafond que este poderá utilizar em qualquer loja AKI e ainda nas promoções.
Para comemorar a abertura da nova loja, a AKI lançou um folheto com diversas promoções, até ao dia 6 de Julho.
A nova loja vai funcionar de segunda-feira a sábado das 09h00 às 23h00 e domingos e feriados das 09h00 às 13h00.
Marlene Sousa
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Economia
233 alunos queixaram-se de dores nas costas
Em parceria com todas as escolas de 3º ciclo públicas e privadas foi aplicado em 2008/09 um inquérito a todos os alunos do 7º ano de escolaridade do concelho das Caldas da Rainha, num total de 584 indivíduos, com o objectivo de avaliar as queixas de dores nas costas e a sua causa e alteração de comportamentos relacionados com o uso da mochila.
Estes alunos tinham sido no seu 5º ano de escolaridade submetidos a avaliação dos mesmos parâmetros e a formação quanto à correcta utilização das mochilas e à arrumação do seu conteúdo.
A par deste inquérito de auto preenchimento para avaliação de conhecimentos, foi implementada uma avaliação para medição do peso da mochila e a forma como é transportada a mochila pelos alunos. Foi utilizada uma amostra aleatória, a fim de avaliar objectivamente a adopção ou não de comportamentos protectores das costas.
Observou-se um aumento significativo de alunos que transportam “Bem” a sua mochila, que em 2006/07 registava 43,7% passando para 70,9% em 2008/09.
Quanto ao peso da carga, registou-se uma redução percentual significativa dos indivíduos que transportavam mochilas com peso entre 5,5 a 7kg que em 2006/07 era cerca de 46,0% passando para 7,2% em 2009 e aqueles que transportavam acima de 7kg a redução registou-se de 7,2% para 1,5%.
Estes dados de mudanças de comportamentos dos alunos revelam a eficácia do programa “Se as Minhas Costas Falassem”.
Apesar disso, cerca de 40% (233) dos 584 alunos queixam-se de dores das costas e 67,1% (392) acham que a sua mochila é muito pesada ou pesada.
Os alunos mostraram algumas competências na gestão dos materiais escolares, nomeadamente a escolha da mochila adequada e a arrumação dos materiais na mochila. Parecem existir no entanto múltiplos factores que levam à sobrecarga.
A ausência de medidas nos estabelecimentos de ensino para ajudar os alunos na redução do peso que transportam ao longo do dia, é o motivo das queixas dos alunos.
A falta de cacifos colocados em locais adequados, a falta de normas para dar prioridade aos alunos que vivem em zonas mais distantes e a exigência de alguns docentes de materiais extra aumentam a exposição ao excesso de peso transportado.
Por outro lado observaram-se muitos casos de falhas de gestão adequada do material, existindo alunos com dossier escolar pesando cerca de 2kg, que por si só, representa muitas vezes um terço do peso da mochila transportada.
A escolha errada dos materiais escolares também agrava a situação.
“Estes resultados indicam eficácia do programa quanto ao efeito facilitador de mudanças nos alunos, mas torna-se necessário reforçar a intervenção a nível global na comunidade escolar, visto que só a competência dos alunos não é o suficiente para prevenir estas queixas de dores nas costas, nem a redução efectiva do peso das mochilas”, aponta a fisioterapeuta Teresinha Noronha, da Coordenação de Saúde Escolar do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte.
“Os alunos estão a adoptar comportamentos mais saudáveis, mas precisam do envolvimento de toda a comunidade escolar e sobretudo dos decisores para serem adoptadas medidas efectivas para defender a saúde das costas da nova geração”, sublinha.
Francisco Gomes
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Sociedade
Jovens passaram pelo “Labirinto das Sensações”
No âmbito da comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a Droga e o Tráfico Ilícito, que se assinalou no dia 26 de Junho, cerca de 40 jovens nas Caldas passaram pelo “Labirinto das Sensações”, uma intervenção artística baseada em performances interactivas, que proporcionaram aos participantes reflexões sobre o que eles sentiram.
A ideia partiu da Equipa da Área de Missão da prevenção do Centro de Respostas Integradas do Oeste do Instituto da Droga e da Toxicodependência - através da Equipa de Tratamento das Caldas da Rainha, que quis assinalar este Dia Mundial com uma actividade dinâmica através do jogo e das artes plásticas para os jovens.
A actividade decorreu no edifício junto ao Parque Radical onde os adolescentes com os olhos vendados tiveram que ultrapassar vários obstáculos através do uso dos cinco sentidos do corpo humano.
“Como o grupo alvo eram adolescentes e jovens, pensámos um bocado na questão dos novos desafios e novas experiências que eles estão sempre à procura e que trazem a questão do risco, do medo e da frustração de tentar passar os obstáculos”, disse Carla Mingote, socióloga da Equipa de Tratamento de Caldas da Rainha do CRI Oeste.
Segundo esta técnica, “a actividade, que contou com a colaboração da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Atelier Arte e Expressão e do Centro de Juventude, teve por objectivo esclarecer dúvidas e ensinar formas de prevenção de uma forma bastante lúdica”.
No final do percurso as técnicas falaram com os jovens sobre o que eles sentiram. “Fizemos uma reflexão sobre se as sensações foram boas ou não, porque a actividade cria reacções diferentes em cada um deles”, referiu a socióloga.
Foi distribuído material sobre o tema e os participantes tiveram direito a uma T-shirt.
Marlene Sousa
Categoria:
Sociedade
A ASAE encerrou um bar nas mini docas da Foz do Arelho e fiscalizou outros dois na Lagoa, mas os proprietários queixam-se das autoridades de não zelarem pelo espaço envolvente nem legalizarem os bares, mas cobrarem taxas e licenças.
A operação, que contou também com a presença da Polícia Marítima de Peniche, levantou vários autos de contra ordenação relacionados com a falta da exibição do livro de reclamações, falta de afixação de horário entre outros detalhes legais e que não estavam a ser cumpridos.
Esta fiscalização insere-se numa operação que se estendeu a todo o litoral com vista à época balnear, e que passou pela cidade de Peniche, Berlengas, Baleal, Nazaré, Alcobaça e Sines.
Na Foz do Arelho o caso mais grave foi mesmo o encerramento do estabelecimento por alegadas razões de saúde pública, mas os vizinhos do bar preferem ver o problema de outra forma, queixando-se de que as autoridades não respondem aos vários pedidos de licenciamento, continuando no entanto a cobrar todas as licenças e taxas.
“Já não queremos que façam, agora queremos que nos deixem criar condições”, manifestam os comerciantes das mini docas, que estão fartos de esperar e que desta vez preferem não dar a cara pois das outras vezes terão sido penalizados por denunciar os problemas.
“O piso está outra vez com buracos. Um cão morto continua há mais de um ano com cal em cima e ninguém o tira de lá e agora vêm fiscalizar e fechar o bar sem nos dar condições”, lamentam.
“Precisamos de mais área para fazermos espaços de frios. Precisamos das casas de banho abertas. Precisamos de iluminação pública. Nós pagamos o «terrado» à Capitania, mas não nos legalizam”, queixam-se.
Fonte da Policia Marítima disse que estava em causa a saúde pública e o que foi feito tem de ser visto que “foi para o bem dos proprietários e dos consumidores”.
Carlos Barroso
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Ocorrências
A Oração de Sapiência proferida por João Bonifácio Serra e uma exposição de trabalhos encerraram, no passado dia 26, o ano lectivo na Universidade Sénior Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha.
Professores, alunos e autarcas juntaram-se para fazer o balanço do segundo ano lectivo, que ultrapassou as expectativas.
Nas instalações da Universidade Sénior estiveram expostos os trabalhos desenvolvidos nas disciplinas de Fotografia, Bordados das Caldas, Artes Florais, Escultura, Pintura e de Cerâmica.
Destaque para a Sessão Solene de Encerramento, onde foi proferida a Oração de Sapiência pelo historiador João Bonifácio Serra, que falou da “Origem das Cidades e das Caldas da Rainha”.
João Bonifácio Serra disse que antes da fundação do Hospital Termal, o local era conhecido pelas Caldas de Óbidos, procurado por doentes. “Essas termas de águas quentes, estavam no concelho de Óbidos que era muito maior do que hoje”, revelou, acrescentando que “Caldas da Rainha é o resultado de uma desconstrução do concelho de Óbidos”.
A Universidade Sénior das Caldas conta, actualmente, com cerca de 300 alunos, que têm à sua disposição um variado leque de opções lectivas, com cerca de 20 disciplinas. Tem 15 professores remunerados e sete docentes voluntários.
A informática continua a liderar lista das disciplinas com mais turmas.
Para além do Português, Inglês, Francês, Literatura, Artes Florais, Bordados das Caldas, Pintura, Saúde, Informática e Cidadania, este ano os alunos da Universidade Sénior das Caldas da Rainha frequentaram também as disciplinas de Cerâmica, Fotografia, Ginástica de Manutenção, Introdução à Psicologia, Teatro e Expressão Dramática.
A vereadora da Acção Social da autarquia, Maria Conceição Pereira, revelou que durante este ano lectivo o Município cumpriu alguns dos objectivos a que se tinha proposto quando foi o arranque da Universidade Sénior, nomeadamente a criação de melhores condições nas infra-estruturas, desde colocar estores, e intervenção no melhoramento na área da informática, equipamentos audiovisuais e de som para algumas aulas.
Também foi colocado um bar que, segundo a vereadora, foi “mais uma oferta nesta Universidade onde se deu resposta a alguns dos desejos dos alunos”.
A nível de informática a autarca espera que o Governo alargue a aquisição de portáteis aos seniores, considerando positivo que no próximo ano “alguns alunos que já estão mais avançados possam serem motivados adquirir os seus portáteis e terem as aulas com os seus próprios computadores”.
Maria da Conceição falou da Comissão de Estudantes, que é “um bom veículo, que está representada nas reuniões da direcção e que pode transmitir algumas sugestões ou propostas para a Universidade Sénior funcionar da melhor forma”.
Uma novidade para o próximo ano lectivo, que tem início no dia 21 de Setembro, é uma nova disciplina na área da matemática e gestão.
As inscrições para a Universidade Sénior Rainha D. Leonor estão abertas no decorrer do mês de Julho.
O jantar comemorativo de encerramento do ano lectivo teve a colaboração dos alunos, bar da Universidade e da Autarquia.
Marlene Sousa
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Cultura
As congratulações na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha pela elevação de A-dos-Francos e Foz do Arelho a vila, juntando-se a Santa Catarina, levaram o deputado socialista Jorge Sobral a manifestar que Alvorninha deverá ser a próxima freguesia a ser vila. Contudo, o presidente da Junta de Alvorninha, Virgílio Leal, sustenta que a localidade nunca deixou de ser vila.
“Esta história tem feito alguma confusão e tenho de esclarecer isto superiormente. Quando a Junta de Freguesia tratou do seu brasão essa questão foi colocada e foi comunicado que não houve qualquer despromoção. Se é assim, somos vila porque temos direitos adquiridos”, contestou.
Abílio Luís, presidente da Junta de Salir do Porto, lembrou que a sua freguesia também já foi vila e por isso o seu brasão tem igualmente quatro torres.
“Na altura também se levantou o mesmo problema e as dúvidas subsistem de Salir do Porto ser também vila”, disse.
O presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, depois destas intervenções, mostrou-se “satisfeito com o crescimento das vilas no concelho, esperando que o concelho não cresça em número de vilões”, ironizou.
O presidente da Câmara, Fernando Costa, associou-se aos votos de congratulação lembrando que a elevação foi um contributo de todos os autarcas na construção de várias infra-estruturas que levaram a esta designação.
O deputado Manuel Isaac, do CDS-PP, deu os parabéns aos autarcas e populações, referindo mesmo que apesar de não ter sido convidado deslocou-se à Assembleia da República para assistir à votação.
O deputado António Barros, da CDU, também se associou às congratulações, esperando que “esta elevação a vila proporcione melhor qualidade de vida e desenvolvimento e não seja apenas para uma foto de família”.
Carlos Barroso
Categoria:
Política
O deputado do PSD e presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Jorge Varela deu conhecimento aos deputados de algum do trabalho desenvolvido pelos elementos desse organismo, descrevendo que enquanto houver uma criança a ser maltratada a comissão não descansa.
“Estamos a chegar ao fim do nosso mandato. Há cerca de dois anos esta comissão escolheu-me para presidir. Se hoje consideram que a comissão fez um bom trabalho, ele deve-se à equipa que se formou. Trabalhamos em conjunto e muito e por isso conseguiu-se dar condições e respostas às centenas de solicitações” descreveu.
Jorge Varela lembrou ainda que “havia um desafio de criar projectos de divulgação e prevenção que fariam que um dia não havia nem uma criança em risco nas Caldas”, frisando que “apesar de utópico, enquanto houver uma criança em risco nas Caldas o nosso trabalho não está feito”.
O também advogado disse que quer continuar a fazer uma reunião em cada uma das 16 freguesias do concelho, tendo havido até agora uma que decorreu no Chão da Parada, freguesia de Tornada.
“É impossível andarmos a bater de porta em porta para saber se há uma criança em risco. Só é possível a comissão fazer o seu trabalho se tivermos o apoio da população”, referiu.
Carlos Barroso
Categoria:
Política
O comunista saudou durante a reunião da Assembleia Municipal os trabalhadores dos Serviços Municipalizados, solidarizando-se e “lamentando” que tenham sido obrigados pela autarquia a tomarem a posição de greve, argumentando que os trabalhadores “têm o direito de ser remunerados e classificados como dignamente merecem e a Lei obriga”.
Fernando Costa revelou que as horas que os funcionários reclamam já foram em grande medida pagas, referindo ainda que “não é má vontade de a Câmara pagar, mas como saiu uma Lei onde não é permitido mais de cem horas anuais a não ser que haja explicações específicas, é o cumprimento da Lei e não qualquer outra razão. Quanto à greve, não me vou pronunciar, mas praticamente não existe”, disse.
Carlos Barroso
Categoria:
Política
Teresa Serrenho é candidata independente à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, integrada no Grupo de Cidadãos “Viver a Cidade”.
“Tenho saudades das Caldas com personalidade própria, das Caldas que chamava a si milhares de forasteiros nas suas Feiras da Cerâmica e da Fruta, onde se passeava num parque pleno de vida, onde vinham turistas”, afirma a candidata, que diz ter sido “impulsionada por um grupo de cidadãos, que para além do amor às Caldas partilham comigo o desencanto e a desilusão que têm sido os partidos políticos, onde quem consegue penetrar não é muitas vezes porque tenha mérito, não é porque tenha projectos ou valor, mas sim porque pertence ao “aparelho” ou porque não constitui ameaça ao poder há muito instituído”.
“Concorro a favor das Caldas”, manifesta.
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Política
A Revista RIO é publicada pela Câmara Municipal de Óbidos e é o órgão de comunicação do município, à semelhança de tantos outros boletins municipais publicados em todo o país.
Apresenta uma qualidade gráfica inquestionável, mas mais do que a sua imagem de uma revista municipal espera-se que informe os munícipes acerca das actividades que são realizadas no Concelho, dando notícias do andamento dos trabalhos da Câmara, da Assembleia Municipal e das Juntas de Freguesia.
Uma revista municipal não pode é ser uma forma encapotada de propaganda política e muito menos de certos eleitos municipais.
O PS de Óbidos em várias ocasiões solicitou espaço para se divulgarem as actividades do Vereador José Machado e da Assembleia Municipal, algo que a maioria PSD sempre rejeitou.
A Revista RIO passou a ter uma periodicidade muito variável, mas teve sempre uma característica comum, a promoção política e fotográfica do Dr. Telmo Faria.
Sempre que sai uma revista RIO são inúmeras as fotos do Dr. Telmo Faria, pelo que se justificava fazer uma estatística muito básica que aqui deixamos para reflexão.
De Janeiro de 2006 a Dezembro de 2008 (último número publicado) o Senhor Presidente Telmo Faria aparece em 217 fotos.
Como estas revistas contêm, no total, cerca de 260 páginas, é garantido que, ao folhear cada uma delas, teremos o prazer de ver o Senhor Presidente em quase todas as páginas.
Sendo 14 os números publicados, temos uma média de 16 fotos do Dr. Telmo Faria por revista.
Nessas mesmas 16 revistas não se refere o trabalho do Vereador José Machado nem o trabalho da Assembleia Municipal.
Pois nada disso interessa à maioria PSD, o que releva é promover a imagem, fazer o marketing de um executivo camarário e, sobretudo, de um Presidente que muito prometeram e muito pouco cumpriram.
Com a marcação das eleições autárquicas esperamos que não surja um novo número da Revista Rio, um especial mandato 2005-2009, que sirva como mero um instrumento de propaganda política, que serve os interesses de um executivo e de uma maioria PSD.
Resta acrescentar que caso o PS vença as próximas eleições autárquicas a revista municipal do concelho de Óbidos irá ter um espaço reservado à actividade política dos eleitos locais dos partidos da oposição nos órgãos autárquicos.
PS/Óbidos
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Política